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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fim.

Olá a todos,

Queria apenas anunciar o fim deste meu blog. Por culpa minha tornou-se demasiado conhecido por pessoas que me conhecem e tornou-se-me difícil escrever aqui textos mais pessoais. Vou conservar o Sonhos Rubeáceos até porque estão aqui (d)escritos alguns dos momentos mais felizes do último ano e e meio da minha vida, a par com alguns dos piores.
Estão também aqui alguns poemas (maus ou bons) que talvez sejam do interesse de alguém. Foi bom enquanto durou, mas tinha de acabar.
Peço desculpa por não ter acabado a minha autobiografia, mas o tempo tornou-se pouco e a vontade de me expor também.
Vou apagar alguns dos posts nos quais menciono momentos tristes da minha vida pessoal, julgo que ninguém se vai importar.

Abraços para todos,

Ricardo Kerhex Silva.


[Vou continuar a tentar sonhar. Este dedico-o a mim e a todos os acompanhantes deste breve blog.]

sábado, 8 de agosto de 2009

Chuvinha.

Sabes que mais?


[AMO-TE, muito muito!]

sábado, 30 de maio de 2009

Eu.


Gosto de mergulhar em águas limpas como se estivessem sujas, de cantar em frente a um espelho como se alguém estivesse a cantar para mim, de chorar baixinho como se fosse música, de rir mesmo quando não estou feliz.



[A deixa de que mais gostei durante a peça de teatro Eu.]

terça-feira, 7 de abril de 2009

Abraço-me.

Em mim. Imaginando o teu perfume. Quase sinto a tua doçura, meu amor. Anseio por te abraçar e acho que preciso de ser abraçado, também. No entanto creio que quem mais precisa de um abraço és tu e quero tanto dar-te esse abraço.
Até ao dia em que nos voltarmos a ver, minha Perséfone.





[Hoje estive muito carente. Obrigado por me aturarem e pelos abraços retribuídos. Obrigado Azedo, Zédu, Luigi e Malk.]

[Lamento a tua perda, meu amor]

domingo, 7 de dezembro de 2008

Autobiografia (Parte II).

O meu primeiro ano no Colégio de Campos foi um ano importante do ponto de vista da amizade: Tive o meu primeiro “melhor amigo”. Chamava-se Luís e estava no 5ºB. Não me recordo de como nos conhecemos, mas recordo-me das conversas, das aquisições em massa de Chupa-chupas Pokémon no bar da escola, das voltas à escola, dos pães que ele me dava (nunca comia o lanche, portanto oferecia-me a sandes todos os dias) e no ano seguinte, as discussões sobre livros!
Nesse ano, as vezes que eu andava à porrada diminuíram substancialmente, visto que só um dos rapazes da minha turma do 4º Ano foi para o Colégio.
No ano lectivo seguinte (2000/2001), já no 6ºAno foi quando recebi o meu primeiro livro de literatura fantástica! Presente de aniversário do meu pai que tinha vindo de Lisboa para passar o fim-de-semana do meu aniversário comigo. O livro era, nem mais nem menos que “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Foi então que descobri o mundo de que precisava desesperadamente, o mundo da magia, do fantástico, do improvável e até do impossível! Foi aí que ganhei acesso àquilo que nos anos vindouros se tornou um dos “escapes” à realidade dolorosa em que vivia. Consegui pôr o Luís a ler esse livro depois de uma breve introdução à história (também foi aqui que spoilei alguém pela primeira vez e, confesso que lhe tomei o gostinho num instante…).
Infelizmente o 6ºAno também foi o ano em que o Luís se foi embora. Perdi o meu “melhor amigo” devido a uma mudança de residência: O Luís foi viver para Lisboa. Só o voltei a ver passados 6 anos, mas isso é matéria para daqui a 6 anos, ainda vamos em 2001!
Depois da partida do Luís senti pela primeira vez o quão horrível é a solidão. O facto de eu ser, em quase todos os aspectos, diferente do resto dos meus colegas de turma afastava qualquer hipótese de me tornar amigo de alguém. Ou pelo menos era isso que eu pensava…
Estava no 7ºAno (2001/2002) quando me comecei a dar bem com o Tomé (o único rapaz da escola primária de Campos que tinha ido comigo para o Colégio de Campos e com quem tinha andado bastantes vezes à porrada), o Chico e o Azeites. Eles eram bastante diferentes de mim, mas havia três coisas que todos tínhamos em comum, sendo duas delas: A vontade de nada fazer e o gosto pelos videojogos; em relação às diferenças, penso que eles faziam de conta que estas não existiam. Mas uma coisa continuava a ser dolorosamente real, a ausência de alguém com quem falar. Continuava a sentir-me só e a única fonte de alívio que possuía eram os livros. Foi durante as férias da Páscoa do ano de 2002 que descobri num jornal do Expresso A Manopla de Karasthan de Filipe Faria, livro que dias depois pedi ao meu pai para comprar numa livraria da Bertrand. Os livros do Filipe Faria foram, durante muitos anos, uma espécie de expoente máximo da literatura para mim. Comparava tudo o resto com as Crónicas de Allaryia do Filipe Faria e na minha cabeça nada o conseguia superar. Ganhei juízo 6 anos depois...

[To be continued.]

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Autobiografia (Parte I).

Olá, o meu nome é Ricardo e gostava de vos contar a minha história.
Nasci no hospital da Sé, em Macau, no ano de 1989. Posso dizer que tive uma infância relativamente feliz, apesar de os meus pais se terem divorciado quando eu tinha dois anos de idade. Até aos quatro anos lembro-me de pouca coisa, excepto de como a minha mãe e eu vivíamos felizes da vida num apartamento alugado à titi Ivone na rua Fernão Mendes Pinto, perto dos “Três Candeeiros”. Andei num infantário chinês até aos meus três anos, idade com que entrei para o infantário Dom José da Costa Nunes.
Pouco antes do meu quarto aniversário nasceu o meu irmão Ralfe e o meu padrasto, pai do meu irmão, veio viver connosco. O meu padrasto chama-se Rafael e não é por acaso que trato-o por pai. Criou-me desde miúdo e, visto que eu só estava com o meu pai biológico aos fins-de-semana, nunca vi razão para não reconhecer o Rafael como pai e ser um filho para ele.
Entrei para o 1º Ano da Escola Comercial Pedro Nolasco no ano de 1994 e estudei lá até ao 3º Ano sob a instrução do Professor Paulo. Entretanto, depois de muita confusão nos tribunais, o meu pai conseguiu um acordo do poder paternal mais favorável para ele, o que garantiu que eu estivesse com ele mais tempo e com mais frequência, em vez dos tradicionais fins-de-semana. Foi com o meu pai que visitei Portugal pela primeira vez (consciente de que estava em Portugal, pois já tinha vindo com a minha mãe antes, mas na altura tinha 1 ano e não sabia sequer distinguir sanitas de lavatórios, literalmente) e voltei a Portugal de férias mais 2 vezes antes de vir para cá viver definitivamente.
Em 1998 passei para o 4º Ano e a minha mãe transferiu-me para a Escola Primária e Secundária da Flora. Frequentei esta escola durante pouco tempo, apenas um período lectivo, devido ao facto de nesse ano ter vindo viver para Portugal.
Foi no dia 22 de Dezembro de 1998 que cheguei ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Eu, a minha mãe, irmão e padrasto fomos de táxi até uma aldeia chamada Campos, no concelho de Vila Nova de Cerveira. Porquê Campos? Era lá que vivia o meu querido avô Sousa que infelizmente não cheguei a conhecer bem, pois faleceu no Verão de 1999.
Foi na Escola Primária de Campos que me deram a minha primeira alcunha: Chinoca. Nunca gostei dessa alcunha, porque era proferida num tom de desprezo, escárnio e era possuía como objectivo ofender-me. Andei muitas vezes à porrada com os rapazes da turma, aparentemente nenhum gostava de mim e arranjavam sempre desculpa para me vir bater.
Em relação à minha família: A minha mãe nunca mais foi a pessoa alegre e carinhosa que eu conhecia, o meu irmão tornou-se numa criança mimada e o meu padrasto mostrava um desinteresse (aparente) perante as minhas actividades. O meu pai vivia em Lisboa desde o Verão de 1998 e só voltei a vê-lo nas férias de Carnaval de 1999. Devido à distância a que eu vivia do meu pai, passei a vê-lo com menos frequência (férias e ocasionais fins-de-semana).
Setembro de 1999, entrei para o 5ºA do Colégio de Campos. Lá, ganhei a minha segunda alcunha, uma alcunha pela qual ainda sou tratado lá no Norte: China. Desta alcunha eu gostava, tinha-me sido dada por uma rapariga que era simpática comigo, não continha nada de ofensivo e soava bem aos meus ouvidos…


Nota - Alguns factos foram omitidos por razões de privacidade. Podem existir alguns erros na cronologia dos acontecimentos, lacunas na autobiografia e erros de pontuação. Tentarei editar tudo quando tiver acabado a autobiografia no seu todo e depois de consultar pessoas que me confirmem datas, pessoas que me relembrem factos e acontecimento e pessoas que me corrijam o raio da pontuação.


[Não percam o próximo episódio, porque eu estou a ter muito trabalho a escrevê-lo. x)]

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Doce Sonho.

Doce Sonho que me fazes
voar entre nuvens de felicidade
e de arco-íris repletos de cor.
Procuro-te todas as noites
fechando os olhos na escuridão
do meu quarto solitário.
Fecho os olhos e espero que
me reclames ao teu dominio
de mistérios e surpresas.
Fico à espera que sejas tu a reclamar-me
na vez do teu irmão e antónimo: Pesadelo;
aquele que me provoca medo, angústia e
acorda-me cheio de suores frios
no meio de um quarto escuro e só.

És-me demasiado precioso, ó Morpheu;
pela raridade das vezes em que me levas
nos teus braços sedutores,
cheios de promessas e de ilusões.
Ilusões que procuro como se de
narcóticos se tratassem,
sem os quais não conseguiria
(sobre)viver o dia-a-dia.
Agradeço cada uma das vezes
que me vens buscar,
agradeço-as e esforço-me por recordar
momentos tão doces e preciosos.
Momentos efémeros, destruidos
pela existência maldita dos
terriveis relógios-despertadores
e da luz que entra através de frestas
em persianas mal cerradas.

Preciso de ti, doce Sonho que me fazes
voar entre nuvens de felicidade
e de arco-íris repletos de cor.
Sê o meu amante fugidio e ausente,
que vem quando menos se espera,
para me surpreender entre os lençois
e o travesseiro.
Sê o arauto das alegrias e do mundo
onde os limites são mentira
e posso despir-me das máscaras
e disfarces para ser quem sou.

Sê meu, doce Sonho.

[Vens buscar-me esta noite?]

Formigueiro Oriental.

Correm em todas as direcções
num passo de acelerado consumismo.
Cada qual com um destino em mente
desconhecendo os desvios implicados
no tortuoso percurso do formigueiro.

Enquanto as formigas, na sua ânsia,
percorrem cofusos e escuros caminhos
as aranhas preparam ardilosas ciladas
feitas de luzes e brilhos;
Onde por vontade própria
acabam por ficar presas, as formigas.

A vontade deixa de existir,
à medida que os insectos
perdidos, prosseguem caminho
por intermináveis túneis de
cheiro apetitoso a comida fácil.

Comida que surge do nada,
a troco de níquel ou papel,
cujo sabor é tudo, a ponto de
corromper a saúde e deixar
as formigas inchadas e doentes.

Enfim, farto-me de ver formigas
e passo a ver as pessoas que são.
No meio deste formigueiro Oriental
onde também eu me sento e resisto,
a custo, ao chamamento das ciladas
luzidias e brilhantes das aranhas.

[Fecho o caderno, o mafarrico chegou à estação.]

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Flashback.




Conjunto de conversas, frases soltas e momentos que me marcaram este último ano:

«-Lembras-te do que o mafarrico te disse acerca de fingirmos que gostamos um do outro e dessa forma disfarçarmos que realmente gostamos um do outro?
- Sim.
- Bem, ele tem razão, pelo menos da minha parte.»

«-Gosto de fazer nada convosco, é sempre agradável.»

«-Boer! Boer! Boer até morrer!»

«-Isto é clorofórmio? Deixa-me cheirar!»

«-Porque ele era fofo.»

«-Posso beber água?
-Não.
-Ah, está bem.
-Estava a ser irónica...
- Errrm, não sou muito bom com ironias...»

«-Tenho medo do que a carta do centro de recolha de sangue possa conter.

- Vai correr tudo bem Ker, não tenhas medo.»

«-Ainda bem que somos gente estranha, se assim não fosse estarmos juntos seria uma seca.»

«-Que queres fazer?
-Jogar às cartas.
-Só se for ao peixinho.
-Está bem.»

«-Não chores, senão começo a chorar também.»

«-Vamos botar-le uns finos?»

«-Chuvaaaa!»

«-Não peças desculpa!»

«-Dói tanto... Já não sei que fazer.

- Eu sei, Ker. Mas tens de aguentar.»

« -Vocês parecem irmãos!»

«Come up to meet you, tell you i’m sorry, you don’t know how lovely you are. I had to find you, tell you I need you. (...) Questions of science, science and progress, do not speak as loud as my heart.»

«Tried to give you Summer... But i'm Winter. Wish I could make you Spring! But i Fall so hard...»

«-Prometo que farei de tudo para que nunca me odeies.»

«-Tenho uma coisa para te dizer.
-O quê?
-Hmm, admito que para mim o Filipe Faria já não é o melhor escritor do mundo. O meu escritor favorito é o Robert Jordan e em segundo lugar o George Martin.»

«-I love myself.»

«-Senhora dos Corvos? Acho que és mais uma Senhora das Gralhas...»

«-O Oblivion é meu!»

«-"Pagar pelo nariz".»

«-Trata-me por Ricardo, se quiseres.»

«-Não sou hiperactivo... --'»

«- Tá tudo bem, tá tudo bem, tá tudo bem!»

«-Odeio coisas verdes, excepto esparregado e gelatina verde, entre outras coisas que fazem parte desta lista muito restrita.»

«-Amo-te, pequena.»

«-Também te amo, pequenino.»

Não vou dizer quem disse o quê, quem o disse há-de saber.

sábado, 3 de maio de 2008

The Modern Age

Living in the modern age,
death for virtue is the wage.
So it seems in darker hours
Evil wins, kindness cowers.

Ruled by violence and vice
We all stand upon thin ice.
Are we brave or are we mice.
here upon such thin, thin ice?

Dare we linger, dare we skate?
Dare we laugh or celebrate,
knowing we may strain the ice?
Preserve the ice at any price?

Li este poema pela primeira vez em "Dragon Tears" do Dean Koontz.
"Dragon Tears" ou "Lágrimas de Dragão" conta a história de várias pessoas que vivem aterrorizadas por um ser com poderes sobrenaturais.
No inicio de cada capítulo vinha um poema de um livro denominado "The Book of Counted Sorrows". Este poema em particular chamou-me a atenção, giro não é? Tão cheio de significado (e de verdades!).
Entretanto, com o intuito de encontrar este maravilhoso livro de poesia fui á net pesquisar. Resultado: O raio do livro não existe(!).

Aqui vai um excerto que acabou por resolver este enigma:
«For many years Koontz fans everywhere searched for this elusive book. Many librarians were frustrated in their attempts to locate it because it did not exist. This was confirmed by a librarian from Cedar Rapids Public Library who corresponded with Mr. Koontz regarding this mysterious book. Koontz himself stated that he received up to 3,000 letters per year inquiring about it. He includes a history of the poems in the beginning of the book, followed by the poems, some having never been in any of his books.
In a letter dated 8-10-92, Mr. Koontz stated:
"Actually, there is no such book. I made it up. The way you made up footnote sources for fabricated facts in high-school English reports. Oh, come on, yes, you did. Sometimes, when I need a bit of verse to convey some of the underlying themes of a section of a novel, I can't find anything applicable, so I write my own and attribute it to this imaginary tome. I figured readers would eventually realize THE BOOK OF COUNTED SORROWS was my own invention, and I never expected that one day librarians and booksellers would be writing from all over the country, asking for help in tracking down this rare and mysterious volume!"
Mr. Koontz went on to say that he would publish such a book in a few years when he has enough verses to fill a volume. According to Shannon Presley of Harvest Books, "Koontz himself wrote the poems, attributed to a Stephen Crane...»

Em 2003 o livro foi publicado sob a forma de e-book, depois de Dean Koontz ter reunido poemas suficientes para publicar e está na internet para quem quiser ver no seguinte site:
http://www.scribd.com/doc/90992/The-Book-of-Counted-Sorrows

Contém de facto os poemas maravilhosos que julgava ter. Porém, o poema que aqui postei continua a ser, de todos os que ele escreveu, o que mais gostei.