segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Flashback.




Conjunto de conversas, frases soltas e momentos que me marcaram este último ano:

«-Lembras-te do que o mafarrico te disse acerca de fingirmos que gostamos um do outro e dessa forma disfarçarmos que realmente gostamos um do outro?
- Sim.
- Bem, ele tem razão, pelo menos da minha parte.»

«-Gosto de fazer nada convosco, é sempre agradável.»

«-Boer! Boer! Boer até morrer!»

«-Isto é clorofórmio? Deixa-me cheirar!»

«-Porque ele era fofo.»

«-Posso beber água?
-Não.
-Ah, está bem.
-Estava a ser irónica...
- Errrm, não sou muito bom com ironias...»

«-Tenho medo do que a carta do centro de recolha de sangue possa conter.

- Vai correr tudo bem Ker, não tenhas medo.»

«-Ainda bem que somos gente estranha, se assim não fosse estarmos juntos seria uma seca.»

«-Que queres fazer?
-Jogar às cartas.
-Só se for ao peixinho.
-Está bem.»

«-Não chores, senão começo a chorar também.»

«-Vamos botar-le uns finos

«-Chuvaaaa!»

«-Não peças desculpa!»

«-Dói tanto... Já não sei que fazer.

- Eu sei, Ker. Mas tens de aguentar.»

« -Vocês parecem irmãos!»

«Come up to meet you, tell you i’m sorry, you don’t know how lovely you are. I had to find you, tell you I need you. (...) Questions of science, science and progress, do not speak as loud as my heart.»

«Tried to give you Summer... But i'm Winter. Wish I could make you Spring! But i Fall so hard...»

«-Prometo que farei de tudo para que nunca me odeies.»

«-Tenho uma coisa para te dizer.
-O quê?
-Hmm, admito que para mim o Filipe Faria já não é o melhor escritor do mundo. O meu escritor favorito é o Robert Jordan e em segundo lugar o George Martin.»

«-I love myself

«-Senhora dos Corvos? Acho que és mais uma Senhora das Gralhas...»

«-O Oblivion é meu!»

«-"Pagar pelo nariz".»

«-Trata-me por Ricardo, se quiseres.»

«-Não sou hiperactivo... --'»

«- Tá tudo bem, tá tudo bem, tá tudo bem!»

«-Odeio coisas verdes, excepto esparregado e gelatina verde, entre outras coisas que fazem parte desta lista muito restrita.»

«-Amo-te, pequena.»

«-Também te amo, pequenino.»

Não vou dizer quem disse o quê, quem o disse há-de saber.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Summer.


So you finally fessed up to her;
All the lies you said;
Now you kindly kiss up to her;
But the feeling's dead.

Several days have passed now;
Darker than any damn cloud now;
Liquid sunshine falls down;
Harder than all the damn hounds.

Tried to give you Summer... But i'm Winter.
Wish I could make you Spring! But i Fall so hard...

So you always did what you wanted;
We will be on our own;
I will soon let you go now;
Things will be all right.

Several weeks have passed now;
Grayer than any gray cloud;
Several weeks have passed now;
And its so hard.

Tried to give you Summer... But i'm Winter.
Wish i could make you Spring! But i Fall so hard...



[Amo-te, criança-feiticeira.]

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A importância de ser Allaryiano.


O que é ser Allaryiano? É alguém ler as Crónicas de Allaryia? É pertencer ao Forum Allaryia?

Tenho feito a mim mesmo estas perguntas ultimamente e não tem sido fácil encontrar uma resposta. Perguntei à malta do forum e as respostas foram diversas: «Ser allaryiano é um golpe de sorte e um fenónemo que não se repete.»; «Allaryianos são gajos que se metem no forum com a intenção de participar, conviver, partilhar e não a malta que se regista e não faz um único post.»; «Para mim, ser Allaryiano tem duas vertentes: ser compincha fora do forum com pessoal que está directa ou indirectamente ligado a Allaryia.»; «Para mim, um allaryiano é alguém natural de Allaryia.»; «Uma Allaryiana é mais do que alguém que leu os livros, é alguem que trava conhecimento com outras pessoas e acaba por se tornar amiga delas.»; «Um Allaryiano é alguém que no mínimo leu um livro das Crónicas e na altura gostou.».

Para mim, um Allaryiano é alguém que ama Allaryia, os seus herois, vilões e figurantes. É alguém que dá muito do que tem para que outros amantes de Allaryia tenham um sitio onde se encontrarem, é uma pessoa que procura por outros Allaryianos para partilhar com eles um rámenzinho, umas massas com cogumelos e um lugar na relva de um jardim.

Descobri que a importância de ser Allaryiano não é menor do que a importância de eu ser Ricardo e tu seres quem quer que sejas, nem maior do que eu ser Kerhex e tu seres quem quer que sejas.

Ser Allaryiano é viver Allaryia.



[Feito com a ajuda de Horatubi, Antiki, Bruno/Sturm, Bathrazul, White Wolf, Umbrae e Luthvian]

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Só, mas com os bancos.

Passeio todos os dias pelo jardim dos bancos desconfortáveis.
Bancos que me fazem doer as costas.
Bancos onde me sento a ler, das 16:00 às 19:00.
Bancos onde me sento. Só.
Só, mas com os bancos desconfortáveis.
Bancos com assento e costas de madeira,
mas com pernas de metal!
Dos bancos vejo gente que passa.
Gente que corre e gente que anda, ás vezes gente que coxeia.
Um ou dois passam de bicicleta.
Eu fico a ler. Jordan, Martin ou Zusak.
Leio e olho, mas não vejo.
Não vejo quem passa, olho e vejo passar.
Estou só, mas com os bancos.
Bancos que me fazem sentir só.
Bancos que me relembram que tenho de endireitar as costas.
Bancos que me ouvem suspirar de solidão.
Mas eles fazem-me companhia:
Uma companhia muda, mas é sempre uma companhia!
As horas passam e o desconforto passa com elas.
Dou por mim todo torto, marreco até,
a ouvir alguém a cantar.
Mando uma mensagem a quem canta sem estar lá.
Espero pela resposta. Ela chega e eu leio.
Respondo, outras vezes deixo estar.
Continuo a ler, a ouvir quem canta e na companhia dos bancos.
Estou no jardim.
Só, mas com os bancos.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Saudade.

Saudades. Ultimamente ando cheio de saudades, mais do que o normal, do que deixei no Norte. Saudades da minha mãe, das pequenas discussões com ela, dos repetitivos conselhos dela, da voz dela, do ressonar dela, do tagarelar dela e da forma única com que ela costuma aconchegar-me os lençois e desejar-me boa noite quando vou dormir. Saudades do meu irmão, de jogar PS2 com ele, de lhe mandar bocas cheias de sarcasmos e ironias, de falar com ele, das confidências entre irmãos no quarto antes de irmos dormir, das discussões e lutas de ideias, de tentar jogar à bola com ele, de passear com ele e levá-lo comigo para ir ter com os meus amigos quando ele se chateia com os amigos dele, saudades de o ouvir tocar guitarra, saudades da expressão só dele quando está a tentar escapar ao óbvio. Saudades do coro paroquial, da dona Sila e do seu sorriso sempre terno, da Carolina e da sua gémea Ana mais os seus maus feitios, do André e da sua voz grave que comanda os rapazes na grande batalha que é cantar no raio da missa, do Toni e do seu violino que já conheceu melhores dias xD, do resto do batalhão: os que cantam e os que finjem cantar. Saudades do Tomé e do Chico, das grandes discussões entre os três para saber quem joga melhor Counter Strike (quando nenhum de nós joga aquela porcaria há mais de 4 anos...), das nossas aventuras, do "Jogo da Pinha", das idas ao rio, dos segredos partilhados, dos projectos feitos entre os três, das tardes de Vampire, das idas à caça do pardal (nunca apanhámos nenhum...:-p), das bebedeiras nas festas de S. João, da forma como ambos discutiam entre si, zangavam-se, mas graças à minha pessoa faziam as pazes(sim, concedi-me a mim mesmo um momento de Kerhexiocentrismo) e mais que tudo das alturas em que precisava de alguém e eles estavam lá, nos bons e maus momentos. Saudades constantes da minha pequerrucha, mesmo quando estive com ela há cinco minutos. Saudades da Stéph, do Brolho, do Kunha, do Ximenes, da Vera, do Choupana, do Puto Maluco, do Ruisinho, do Chichu, do Lobito, do Coelho, do Banhura, do Grimório, do Professor Filipe, da Dona Gena, da Dona Silvina, do Sr. Fernando, da Dona Almerinda, da Dona Junja, do Tio Jaime, do primo Arcádio, do Minho, do estrume, das ovelhas, dos galos, dos gatos, do raio dos cães que não se calam, das couves, de roubar laranjas e cerejas nos quintais da freguesia, dos pinheiros e dos eucaliptos, de ensinar os putos a jogar Magic, de botar umas canecas ou uns finos com o Kunha e o Brolho, de ouvir a Stéph a falar seja do que for, dos abraços e dos socos, dos risos e dos choros, dos "olá's" e dos "adeuse's", saudades de tudo. Saudades.


[A todos aqueles de quem tenho saudades. Dos aqui referidos e dos outros, que existem, que eu estimo e de quem sinto falta.]

sábado, 3 de maio de 2008

The Modern Age

Living in the modern age,
death for virtue is the wage.
So it seems in darker hours
Evil wins, kindness cowers.

Ruled by violence and vice
We all stand upon thin ice.
Are we brave or are we mice.
here upon such thin, thin ice?

Dare we linger, dare we skate?
Dare we laugh or celebrate,
knowing we may strain the ice?
Preserve the ice at any price?

Li este poema pela primeira vez em "Dragon Tears" do Dean Koontz.
"Dragon Tears" ou "Lágrimas de Dragão" conta a história de várias pessoas que vivem aterrorizadas por um ser com poderes sobrenaturais.
No inicio de cada capítulo vinha um poema de um livro denominado "The Book of Counted Sorrows". Este poema em particular chamou-me a atenção, giro não é? Tão cheio de significado (e de verdades!).
Entretanto, com o intuito de encontrar este maravilhoso livro de poesia fui á net pesquisar. Resultado: O raio do livro não existe(!).

Aqui vai um excerto que acabou por resolver este enigma:
«For many years Koontz fans everywhere searched for this elusive book. Many librarians were frustrated in their attempts to locate it because it did not exist. This was confirmed by a librarian from Cedar Rapids Public Library who corresponded with Mr. Koontz regarding this mysterious book. Koontz himself stated that he received up to 3,000 letters per year inquiring about it. He includes a history of the poems in the beginning of the book, followed by the poems, some having never been in any of his books.
In a letter dated 8-10-92, Mr. Koontz stated:
"Actually, there is no such book. I made it up. The way you made up footnote sources for fabricated facts in high-school English reports. Oh, come on, yes, you did. Sometimes, when I need a bit of verse to convey some of the underlying themes of a section of a novel, I can't find anything applicable, so I write my own and attribute it to this imaginary tome. I figured readers would eventually realize THE BOOK OF COUNTED SORROWS was my own invention, and I never expected that one day librarians and booksellers would be writing from all over the country, asking for help in tracking down this rare and mysterious volume!"
Mr. Koontz went on to say that he would publish such a book in a few years when he has enough verses to fill a volume. According to Shannon Presley of Harvest Books, "Koontz himself wrote the poems, attributed to a Stephen Crane...»

Em 2003 o livro foi publicado sob a forma de e-book, depois de Dean Koontz ter reunido poemas suficientes para publicar e está na internet para quem quiser ver no seguinte site:
http://www.scribd.com/doc/90992/The-Book-of-Counted-Sorrows

Contém de facto os poemas maravilhosos que julgava ter. Porém, o poema que aqui postei continua a ser, de todos os que ele escreveu, o que mais gostei.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Nos meus braços.

É nos meus braços
que tento limpar
as lágrimas
por ti derramadas.

É nos meus braços
que tento afogar
as mágoas
que teimam em te afligir.

É nos meus braços
que te quero ter
quando és inundada
por tristeza.

É, também, nos meus braços
que gosto de te ter
quando és invadida
pela felicidade e pelo riso.

É contigo nos meus braços
e comigo nos teus
que sinto o teu cheiro
doce e caracteristico.

É com os meus braços
que te posso abraçar
e ronronar
entre beijos e caricias.

[Os meus braços são como
Ebon Askavi. Foram feitos
para te proteger.]